SACRO

quando desejo colocar-te calmo
descansando no centro da minha memória
sopraninos suspendem a testa, absolvem
com a minha paz
sua construção inóspita
e a estampa desenhada de mau gosto
e nós, agora pássaros saltando de beirais distantes
atravessamos uma vez a grande pedra até que em seu topo
encostamos as asas amavelmente
um encontro afônico e para o bem do universo
- como se com nossos corpos despercebidos, lá em cima
surgisse a nova natureza feita do que melhor em você
sou eu

quando desejo colocar-te calmo
descansando no centro da minha memória
sopraninos suspendem a testa, absolvem
com a minha paz
sua construção inóspita
e a estampa desenhada de mau gosto
e nós, agora pássaros saltando de beirais distantes
atravessamos uma vez a grande pedra até que em seu topo
encostamos as asas amavelmente
um encontro afônico e para o bem do universo
- como se com nossos corpos despercebidos, lá em cima
surgisse a nova natureza feita do que melhor em você
sou eu




4 Comments:
gostei muito do seu espaço, tá lindo.
belo poema, cecília.
um abraço.
Cecília, dei uma olhada nos seus textos; identifiquei-me com a sua escrita. Mas foi um olhar sem aprofundamento, eu vou seguir viagem agora. Mais adiante torno a lhe escrever...
eu até me perdi, mas me achei.
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