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Friday, July 10, 2009

SACRO


quando desejo colocar-te calmo
descansando no centro da minha memória
sopraninos suspendem a testa, absolvem
com a minha paz
sua construção inóspita
e a estampa desenhada de mau gosto
e nós, agora pássaros saltando de beirais distantes
atravessamos uma vez a grande pedra até que em seu topo
encostamos as asas amavelmente
um encontro afônico e para o bem do universo
- como se com nossos corpos despercebidos, lá em cima
surgisse a nova natureza feita do que melhor em você
sou eu

4 Comments:

Blogger Leo said...

gostei muito do seu espaço, tá lindo.

11:40 AM  
Blogger ronald augusto said...

belo poema, cecília.

um abraço.

7:16 PM  
Blogger Priscila Lopes said...

Cecília, dei uma olhada nos seus textos; identifiquei-me com a sua escrita. Mas foi um olhar sem aprofundamento, eu vou seguir viagem agora. Mais adiante torno a lhe escrever...

9:47 AM  
Blogger Zito said...

eu até me perdi, mas me achei.

9:25 PM  

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