DOMINGO DE HIKMET
Hoje é domingo.
O lençol está no centro da cama desde cedo.
Essa montanha zela a vastidão,
a mulher livre que fui ontem.
Com a noite veio o destino das coisas,
na costura das minhas pernas o desenho do que não nasceu.
Agora quero o mesmo domingo de Hikmet.
Sua sabedoria para contemplar a obrigatória distância.
Aguardo também que os regatos do rosto amado -
os que somente eu conheço -
sejam levados com pressa pela seca.
Que eu não me ofenda se as suas unhas
estiverem corretamente aparadas,
porque a vida segue.
E tenho muita fome do sentimento que era desse homem.
Hoje é domingo.
O lençol está no centro da cama desde cedo.
Essa montanha zela a vastidão,
a mulher livre que fui ontem.
Com a noite veio o destino das coisas,
na costura das minhas pernas o desenho do que não nasceu.
Agora quero o mesmo domingo de Hikmet.
Sua sabedoria para contemplar a obrigatória distância.
Aguardo também que os regatos do rosto amado -
os que somente eu conheço -
sejam levados com pressa pela seca.
Que eu não me ofenda se as suas unhas
estiverem corretamente aparadas,
porque a vida segue.
E tenho muita fome do sentimento que era desse homem.




